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Constelação Familiar Sistêmica - Dr Adailton

A primeira vez que ouvi falar em Constelação imaginei que era algo relacionado com astrologia… mas não era. É a tradução da palavra alemã stellung, que situa uma pessoa em um lugar, neste caso, a família dela. Imaginava também que se tratava de uma terapia familiar... não exatamente!.

Então, o que é Constelação Familiar Sistêmica? Difícil descrever algo que somente se vendo, e participando se compreende, mas vou tentar, antes de mais nada fica aqui o convite para você participar de um grupo, e ver por si mesmo.

Primeiramente vamos pensar no que é “sistêmico”? A psicologia se estruturou no decorrer do século XX em cima do indivíduo. Os problemas emocionais da pessoa, estavam relacionadas com ela. Um pouco mais tarde se viu que o individuo ficava doente emocionalmente ou fisicamente por relações com a família. Uma criança doente, muitas vezes significa uma família, um casal, doente. Algumas pessoas ficam em depressão, por estarem identificadas com ancestrais, que muitas vezes já morreram. Então a psicologia desenvolveu este conceito do “sistêmico”. A pessoa em relação com sua família: pais, irmãos, tios, avós maternos e paternos, bisavós, e em alguns casos até mesmo tataravós.

Toda a informação do que aconteceu com cada membro de uma família está contida em um campo, denominado Campo Morfogenético. Esta informação  pode ser acessada quando se monta um grupo de Constelação. E como isto acontece? Imagine cerca de 15 a 30 pessoas em um salão. Sentados em círculo. Um terapeuta, ou facilitador, inicia a reunião, e se estabelece um campo, um campo eletromagnético do grupo, e também uma energia de cura. Alguém se senta ao lado dele, e trás um assunto, uma questão sua, algo que ele não consegue resolver ou entender em sua vida. O Facilitador escuta, e pede para o Cliente escolher nas pessoas do grupo, alguém para representar as pessoas envolvidas na sua questão. O Cliente conduz a pessoa na sala e a coloca em uma determinada situação, por exemplo a mãe dele. Depois coloca o pai, a irmã e um irmão que nasceu antes dele e não mais está nesta dimensão. E volta a se sentar ao lado do Terapeuta.

A partir deste momento, os representantes passam a ter sensações, sentimentos, sintomas, que estão relacionadas com as pessoas que estão representando. E podem se mover, andar, se aproximar ou se afastar dos outros. Este movimento acontece movido de dentro de si. Este movimento trás uma informação, para o Cliente. A movimentação é na direção de buscar um equilíbrio. Até o sistema por inteiro ficar em equilíbrio. Os representantes também sentem dores, sintomas, sensações das pessoas que representam.

Não raro vem à tona as feridas da alma, aquilo que está inconsciente, no Paciente, e isto o ajuda a esclarecer situações, entender comportamentos, tomar suas decisões, e a caminhar do mundo “infantil” para o mundo “adulto”. Quanto mais no mundo adulto estiver, mais desligado de sua família de origem fica o paciente, e mais leve. Mais harmônico, e mais feliz, por conseguinte.

Isto não acontece em um passe de mágica, é um processo que o Cliente constrói, paulatinamente, olhando e acolhendo as situações que eram difíceis de lidar como criança, tais como abandono, rejeição, desprezo, desrespeito, violência, abuso, etc, e que, como adulto, consegue olhar e acolher.

Tudo gira em torno do amor. A busca da criança de receber amor, em direção ao amor, e a interrupção deste movimento em direção ao amor, e suas conseqüências para o adulto. Encontrar o amor dentro de si, e chegar a um lugar onde o seu “adulto”  vai cuidar de sua “criança” interior. Dar para ela o que a vida não lhe deu, se for o caso.

Muitas vezes a situação montada no grupo chega a um ponto de equilíbrio, de estabilidade, que é o suficiente para aquele dia, para aquele momento, para o que o Cliente pode “suportar” naquele momento. A Constelação não se propõe a resolver problemas, a curar, mas sim a abrir a “janela” e fazer com que o individuo possa olhar, ver o que não via antes, ou que via sob o olhar da mãe, ou sob o olhar da sua criança, e que não lhe permitiu evoluir para o mundo adulto.

Participar de um grupo uma vez já trás informações que podem ser fundamentais para o ampliar da consciência do Cliente. Uma única participação pode ajudar a tomar decisões que vão levar a um lugar mais leve. Desatar nós. Deixar para trás o que não serve mais. As informações que entram em nós, via razão, ou seja, “entendendo” o que acontece, não implicam em transformações. Ficam no hemisfério cerebral racional. Isto é diferente quando as informações entram pelo outro hemisfério cerebral, o intuitivo, o emocional, estas informações geram impressões, transformações dentro de nós. Geram tomada de consciência. As racionais geram muitas vezes um falso sentimento de poder, de saber, que somente aumentam nossa arrogância, em detrimento de tomada de consciência e reajuste de postura.

Veja um exemplo: você conhece alguma pessoa que é fumante e que não sabe os malefícios do cigarro? Um alcoólatra que não saiba o mal que o álcool faz para ele? Fica claro que o “saber” que o fumo mata, e que o álcool destrói neurônios, e acaba com o fígado não é suficiente para fazer o individuo não começar a fumar, ou a parar de fumar. Ele continua fumando sabendo que está se matando. Quando esta informação entra nele, não pela razão, mas quando ele volta ao momento que desejou fugir, ou se sentiu insuficiente, ou incapaz, ou inseguro, e que perdeu o amor próprio, e olha e vê isto acontecendo diante dos seus olhos, e compreende por si mesmo, como depois de um sonho uma “ficha” cai, esta informação entra nele e vai ficar repercutindo. Pode levar um tempo, e geralmente leva mesmo, para esta impressão se reverter em uma mudança de posição.

Então, não tem como avaliar se uma constelação foi boa, se foi legal. Não se deve perguntar a uma pessoa que passou pelo processo: “E aí, com foi?” Isto só fomenta a curiosidade de quem pergunta, e tira a pessoa do processo, do estado de sentir, e a coloca no estado de analisar, contar para o outro, e não de vivenciar o que esta acontecendo dentro dela. O que esta dentro dela não interessa a ninguém mais além dela mesma. A constelação aconteceu. Pronto. Algo se passou no interior, na alma desta pessoa. Uma luz se acendeu, uma porta se abriu, uma possibilidade não aventada antes aconteceu... pronto.

Escuto algumas vezes: “eu já constelei este assunto...”, como se a pessoa já tivesse constelado uma vez aquele assunto, e pronto, não precisa mais voltar a ele. Resolvido.... resolvido?  Não, tudo leva um tempo.

Pode ser interessante voltar a participar de outros grupos, outras reuniões. A consciência vai aumentando a cada participação. Normalmente quem começa a participar, e enxerga a dimensão do processo, quer participar outras vezes. Em alguns casos nem precisa. Mas não há contra-indicação.

Há duas maneiras de estar no grupo: uma como quem vai trazer um assunto (ou constelar) e outra maneira é como participante, como figurante.

Este processo foi desenvolvido por Bert Hellinger na década de 1980. E se cristalizou no mundo na ultima década do século passado. Tive o privilegio de estar com Bert na Alemanha, fazendo cursos com ele, e com ele também no Brasil. Hoje em dia Bert pratica a Constelação Mediada, ou mediúnica, que é conduzida pelo espírito. Onde não há palavras, não há explicações.

Muitos continuam a preferir o modelo anterior, quando se compreende mais o que esta acontecendo, e vai se modelando a posição das pessoas, até chegar a uma configuração que seja harmônica, onde os participantes informam estar bem. Leves. Isto é o que importa na vida: chegar a este lugar onde você pode ser você mesmo, e cuidar de suas necessidades, sem se importar com cuidar, ajudar os outros. Isto é amor próprio, embora alguns ainda pensem que isto é egoísmo. Boa caminhada.

Dr Adailton Salvatore Meira

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